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Em 15 anos, 14% da população brasileira será de idosos

Publicada por em 25/07/2017

Dia 26 de julho é comemorado no país o Dia dos Avós

Crédito da fotografia: Banco de Imagem/Divulgação

 

Atualmente observa-se um aumento quase que exponencial do número de idosos no mundo, especialmente em países de primeiro mundo e em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. São considerados idosos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos com idade de e acima dos 60 anos.

O psiquiatra João Paulo Branco Martins, associado na Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), afirma que projeções demográficas revelam que o Brasil levará 15 anos (de 2017 a 2032) para que a população acima de 65 anos aumente de 7% para 14%. Países como França, Suécia, Austrália e Estados Unidos levaram 115, 85, 73 e 69 anos, respectivamente, para que houvesse esse aumento.  

“Esse aumento da proporção de idosos na população, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  é devido a redução da taxa de fecundidade e aumento da expectativa de vida, associado a menor mortalidade por doenças infecciosas e cardiovasculares”, destaca o psiquiatra.

Martins ressalta ainda que a população brasileira possui cerca de 190 milhões de pessoas (conforme último censo), destes, 20 milhões e 600 mil pessoas, ou seja, 10,8%, são pessoas com 60 anos ou mais. No ano 2000 a porcentagem dessas pessoas era de 8,6%.

Segundo o IBGE, as regiões Sudeste e Sul são as duas mais envelhecidas do País. Santa Catarina possui 6.248.436 habitantes, e deste número 656.913 (10,5%) têm 60 anos ou mais.

As doenças neuropsiquiátricas, principalmente as demências, causam um impacto de autonomia muito grande para o idoso e sua família. As demências caracterizam-se por uma perda de capacidades cognitivas (memória, orientação, linguagem etc.) levando a prejuízo nas atividades diárias como por exemplo pegar um caminho para ir ao banco.

“No Brasil e em outros países em desenvolvimento, os estudos populacionais sobre demência são escassos, consequentemente não temos estimativas precisas de incidência e prevalência. Atualmente, estima-se a prevalência de pessoas com demência nos países em desenvolvimento a partir dos dados obtidos nos países desenvolvidos”, explica o psiquiatra.

Martins revela ainda que as demências são as doenças mentais que mais sofrem influência da idade. Para ele, a prevalência das demências pode variar de 1,2% a 54,8% dependendo da faixa etária e do estudo.

Falar sobre os idosos é sempre um assunto importante. E o dia 26 de julho, Dia dos Avós é uma data com ainda mais destaque para isso.

 

O Dr. João Paulo Branco Martins, é médico psiquiatra associado na Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), e atende a subespecialidade da psiquiatria chamada Psiquiatria Geriátrica ou Psicogeriatria, que trata de pacientes idosos, com 60 anos ou mais. Os transtornos psiquiátricos mais prevalentes nesta faixa etária são: depressão, demência (Doença de Alzheimer, principalmente), ansiedade, perturbações de sono, perda de independência e outras causas de problemas de memória.

 


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