Fone: (48) 3223-4647 Email: apoio@apoiocomunicacao.com.br

Poesia em pauta no dia nacional do escritor

Publicada por em 18/07/2017

Marcos Laffin e Rita de Cássia Alves lançam duas obras em Joinville no próximo dia 25 de julho.

No próximo dia 25 de julho os autores Marcos Laffin e Rita de Cássia Alves apresentam ao mercado dois novos títulos literários. E a data foi uma escolha especial: comemorar o dia nacional do escritor e compartilhar em versos e prosas os novos livros dos autores. O evento será na O Sebo Livraria, no Centro de Joinville. A noite artística contará ainda com a exposição e música.

 

O poeta Marcos Laffin lança seu 17º livro, entre publicações científicas e literárias. Esta nova obra, intitulada Cio de Pássaros (Apoio Editora; 156 págs.; R$20) é um livro de poemas que tem como estrutura o verso livre. Muitos dos textos assumem a narrativa do microconto. Nesta forma os poemas expressam uma unidade linguística tendo a síntese como constitutiva de uma linguagem que assume a intencionalidade dos seus sentidos e significados. Cio de Pássaros tem como centralidade a condição humana. Fatos que marcam diferentes formas de nascimento, seus conflitos, desafios, conquistas e sobretudo, a sua condição de refugiado.

 

“A condição humana enfrenta seu “mito de sísifo”, se mostra multifacetada, plural, porém constituída de realidade história e com um lastro de liberdade. Liberdade da qual nos fala Hanna Arendt como um elemento político de decisão sempre em favor do humano. E a primeira evidência de que a realidade não é apreendida na sua totalidade, e nela a contradição existente, como movimento de refazer-se, são os títulos dos poemas, apenas como possíveis indícios de uma dialética que neles se instituí”, destaca o autor Marcos Laffin.

 

A obra é composta por três partes:

1 parte: Espigão de Luz: Ancestral – 2 parte: Brejos, Troncos e Esgrima – e 3 parte: Assobios Eternos: Migratórios. As epigrafes de cada parte constituem um gesto de reconhecimento aos seus autores pelo conjunto de revoadas que neles e em suas obras residem.

 

Espigão de Luz: Ancestral, indica a necessidade de humanizar-se na linha sucessiva e a histórica do humano genérico. Os textos se voltam para o nascimento, como origem, eclosão de fenômenos que se insinuam como ocultos, mas que ardilosamente se instituem como realidade existente.  No espigão de luz, toda uma ancestralidade de elementos biológicos, sensíveis e emocionais se abrem para o apreender a vida em seu cotidiano. O espigão de luz carrega o gameta de vida que se lança em voos espalhando ancestralidade para uma nova anunciação.

 

Brejos, Troncos e Esgrima são elementos que constituem o palco do acasalamento. É o corpo com seu instinto, lugar em que o desejo é princípio e fim. Não há nenhum movimento de censura ao corpo. O corpo como lugar a ser profanado em contraste com a mercadoria que nele se aloja. O humano fez do desejo também um cotidiano de perversidade. Perversidade também como estranhamento, mas jamais como pecado, pois que este se anuncia na batina. O corpo constitui a mais lúdica abstração do instinto humano.

 

Assobios Eternos e Migratórios é o canto do pássaro que busca o pouso na humanidade. O canto que comunica, confessa, insiste, renúncia e ainda se comove com as tragédias humanas do cotidiano. É um canto migratório que busca a paz e a liberdade no mais íntimo da possibilidade humana. Anuncia a vida e a morte, os ganhos e as perdas daquilo que se cerca a civilização. Os assobios constantes sobre a vida de onde a modernidade olha com assombros para o que virá, e a morte, com seu ‘bezerro de ouro’ mostra a falência da humanidade, convertida em mais-valias.

 

“As partes não são estanques, são polissêmicas e polifônicas, se expandem e recuam entre os fenômenos de suas constelações. É pelo genérico humano contido nas epígrafes que constroem e atravessam a ponte discursiva, para que o poema, consciente do tempo, da palavra-ação e do cotidiano, possa voar poesia como trabalho humano e no pouso, sempre migratório, possa se encantar com a palavra humana”, completa Laffin.

 

Questionado se Cio de Pássaros é uma obra de ficção ou uma releitura da realidade o autor explica que para ele a poesia é sempre uma realidade, porque é humana. “A poesia para mim é síntese da realidade. Nesse livro há um movimento entre o nascimento do humano em sua condição humana que segue o instinto e necessidade de perpetuar pelas relações de amor e paixão e de se eternizar em seu movimento de amplitude. É o movimento do humano em suas diversas dimensões que se expressa em Cio de Pássaros”. E completa: “O cotidiano é marcado de vida, logo a poesia é vida real. Não consigo estar imobilizado, sem refletir no eu, no outro, no  estar aqui e no cotidiano que nos cerca e que nós cercamos. Registrar essas percepções da realidade é fazer o registro de uma memória. A memória adormecida se transmuta em poesia”.

 

Contador, professor universitário, a curiosidade levou Marcos Laffin ao mundo das poesias. “A curiosidade mobilizou a vontade de conhecer, de ter o que dizer e de dizer sobre o já dito. Essa curiosidade se transformou em exercício de escrita. E a escrita buscou as formas e a estética da palavra”, justifica Laffin.

 

Já Rita de Cássia Alves lança a obra Abajur de Cabeceira (Apoio Editora; 70 págs.; R$15), uma obra em tributo a sua mãe, contendo poesias em frascos de mínimos contos. São textos em prosa poética, retratando a intimidade de quem se vê no dentro da pele-coração. Este é o décimo livro que autora apresenta ao mercado.

 

“Uma releitura da poesia, que é sempre um estado de atenção. Recortes do olhar que vão pontilhando o cotidiano. Vozes que surgem do Outro, da sensibilidade nas ruas e nos contatos da natureza”, destaca Rita.

 

A mensagem que autora busca transparecer também é fruto de sua vivência. “Que a escrita é uma catarse, uma fase de ebulição. Tudo pode ser imagético, sensorial, do avesso, mas é a palavra que da conta do significado. Um novo livro é sempre uma página aberta, as entrelinhas. Reescrever é preciso!”

 

Além do lançamento das duas novas obras literárias, em comemoração ao dia nacional do escritor, uma exposição de abajures de Luiz Antonio Costa Gomes, uma exposição de pintura de Luís Contreras e uma apresentação do coletivo popular e fotos e música. O evento está marcado para às 19h30 e a entrada é gratuita.

 

Serviço:

Lançamento das obras Cio de Pássaros e Abajur de Cabeceira

Quando: 25 de julho

Onde: O Sebo Livraria – rua João Colin, 572 – Centro – Joinville

Horário: 19h30

Entrada gratuita


  Voltar para notícias