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Ansiedade da separação e a volta às aulas

Publicada por em 31/01/2018

Com o início do ano letivo, para muitas crianças o primeiro contato escolar, surge em pais, professores e profissionais da saúde a grande preocupação com a ansiedade da separação e como trabalhar os sintomas de ansiedade na volta às aulas .

 

Como pais e professores podem identificar alunos com ansiedade, há tratamento, como ajudar as crianças a ter uma rotina normal?

 

Temos psiquiatras especialistas em desenvolvimento infantil que podem falar como abordar a temática, bem como pedagogos e psicólogos escolares. Tendo interesse, também conseguimos gravar dentro de uma escola e conversar com as crianças e jovens sobre esse processo.

 

É considerado ansiedade patológica e falamos em Transtorno de Ansiedade quando ela é desproporcional e traz prejuízos à pessoa ansiosa. Crianças e adolescentes são muito afetados pela ansiedade. Estima-se que pelo menos 10% deles sofrerá de algum transtorno de ansiedade nesta fase da vida e as pesquisas revelam que estes números parecem estar aumentando. Entre os transtornos mais comuns em crianças e adolescentes estão o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e o Transtorno de Ansiedade de Separação. Este último é de extrema importância entre os pequenos e, principalmente, nesta época de volta às aulas. 

 

No Transtorno de Ansiedade de Separação a criança experimenta grande ansiedade ao se afastar de suas figuras mais próximas, que são geralmente os pais. As manifestações dessa ansiedade podem variar, principalmente de acordo com o grau de desenvolvimento da criança. Nas menores, as tentativas de evitar a separação durante uma crise de ansiedade pode ser considerada "birra", ou resultar até em agressividade contra professores ao tentarem mantê-lo ou levá-lo para a sala de aula. Crianças menores, que ainda não diferenciam todos os seus sentimentos, estão mais suscetíveis a apresentar sintomas somáticos - dores de barriga, dor de cabeça, naúseas e vômitos. Aqui vale ressaltar: os sintomas desaparecem no fim de semana e reaparecem no momento de retornar à escola. A criança pode até referir que quer muito ir à escola, mas na hora não conseguir e apresenta todos esses sintomas.

 

O tratamento envolve psicoeducação, que é a conscientização da criança, família e professores a respeito do transtorno; psicoterapia, com intervenções para auxílio no aumento da autonomia e competências da criança e, quando indicado, medicações. 

 

As crianças que sofrem com transtornos de ansiedade são mais propensas a apresentar outros transtornos ao longo da vida, merecendo atenção especializada. Os quadros não tratados podem trazer prejuízos acadêmicos e levar à evasão escolar, sendo fundamental que pais e professores percebam os sintomas e procurem um psiquiatra.

 

 

 

 


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