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Santa Catarina tem registro de suicídio em 86% dos municípios

Publicada por em 20/09/2017

ACP segue na campanha do Setembro Amarelo em Santa Catarina

 O suicídio está entre as dez principais causas de mortalidade no mundo e é a segunda na faixa etária dos 15 aos 34 anos. De acordo com dados do Sistema de Informações de Mortalidade - SIM do Ministério da Saúde, ocorrem, em média, 32 mortes por suicídio/dia no Brasil. Em Santa Catarina, nos anos de 2013, 2014 e 2015 foram registrados suicídios em 254, dos 295 municípios catarinenses, ou seja, em 86% dos municípios catarinenses.

Segundo o psiquiatra Alexandre Paim Diaz, associado na Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), não é possível estabelecer uma explicação única para uma morte por suicídio.

“O mais provável é que resulte de uma interação entre fatores sociais, ambientais e individuais. No entanto, sabemos que os transtornos psiquiátricos têm um peso diferenciado nessa equação: quase todas as pessoas que cometeram suicídio apresentavam doenças como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e uso de drogas, lícitas ou ilícitas”, destaca o psiquiatra.

Por isso o tratamento do transtorno psiquiátrico é a principal forma de prevenção do suicídio, cujo risco é uma emergência médica.

O estigma é uma das maiores barreiras para o acesso ao tratamento. Está presente na pessoa que evita buscar ajuda por vergonha dos seus sintomas, no gestor que não direciona os recursos necessários à saúde mental e naquela pessoa, familiar, amigo ou colega, incapaz de reconhecer que, caso houvesse a possibilidade de escolha, a doença não seria a opção.

“O estigma nos cega para a eficácia e segurança da eletroconvulsoterapia e comemora o fechamento de leitos para tratamento psiquiátrico, ambos necessários para salvar vidas”, comenta Diaz.

O Setembro Amarelo, que é uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina, tem como objetivos principais:  chamar a atenção da sociedade para esse grave problema de saúde pública e fornecer informações técnicas sobre os principais fatores de risco e formas de prevenção.

No entanto, ao falar sobre a importância do diagnóstico e tratamento dos transtornos psiquiátricos, o Setembro Amarelo vai além e contribui para a redução do estigma e preconceito dos quais são vítimas inúmeros brasileiros.

“Mais do que isso, reconhece o potencial de cada indivíduo da sociedade civil para ajudar na redução das taxas de suicídio, não somente a partir do conhecimento dos sinais de alerta, fatores de risco e proteção, mas também colaborando com a redução do estigma e preconceito em relação aos transtornos psiquiátricos”, completa o psiquiatra.

 

Dados sobre o suicídio

Em Santa Catarina, ainda segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade - SIM do Ministério da Saúde, foram registrados em 2015, 637 lesões autoprovocadas intencionalmente. Em 2014, o número foi de 587 e em 2013, 568. A cidade com maior número de ocorrências em 2015 foi Blumenau, com 36 casos, seguida de Joinville, que registrou 28 ocorrências.

 

Tabela com ocorrências de suicídio em Santa Catarina*:

2015 – 637

2014 – 587

2013 – 568

 

Joinville: 101 casos em três anos

2015 – 28

2014 – 26

2013 – 23

 

Blumenau:  98 casos em três anos

2015 – 36

2014 – 31

2013 – 31

 

*fonte: Sistema de Informações de Mortalidade - SIM do Ministério da Saúde

 

 

 

           

 

 

 


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